
Apesar de terem sido primeiramente desenvolvidos para empresas, os princípios e práticas de governança também podem ser adotados e trazer benefícios para organizações não empresariais.
Ele pode ser realizado através do alinhamento de interesses em busca de contribuir para o sucesso da organização e para sua longevidade.
Associações de empresas em regime de cooperativa constituídas para prestar serviços aos associados têm sua distribuição de resultados vinculada às operações efetuadas pelo associado individualmente. Ou seja, cada empresa precisa enxergar seus gastos e receitas de maneira a conseguir quantificar seus custos e margens de lucratividade individualmente.
Através do estabelecimento de como se dará a governança da cooperativa é que o associado visualizará, por exemplo, como será a participação no capital de maneira desvinculada, como se exercerá seu direito de voto, formalmente chamado de direito político na cooperativa.
Outros ajustes inerentes a definição da boa governança na cooperativa são:
Esses são somente alguns exemplos de itens que precisam ser regulamentados na governança da cooperativa de modo a dar estabilidade e longevidade a associação.
É indispensável pensar na governança corporativa das cooperativas porque elas são parte relevante da economia brasileira e a adoção de práticas de governança pode contribuir para aprimorar sua administração e os relacionamentos entre todos os agentes desse sistema (cooperados, administradores, funcionários e a sociedade), reduzindo possíveis conflitos e riscos inerentes a esse tipo de organização.