
As últimas décadas do século XX foram marcadas por um crescente aumento das operações de Fusões e Aquisições, envolvendo empresas de diferentes países e de tamanhos variados.
De acordo com a consultoria Dealogic, que coleta dados do mercado financeiro, já foram realizadas até o momento neste ano US$ 52,1 bilhões (algo como R$ 265 bilhões) em operações do tipo. Isso supera o valor de todo o ano passado, que foi de US$ 45,9 bilhões (cerca de R$ 233 bilhões).
Ademais, Roderick Greenless, responsável global do Itaú BBA, avalia que o salto nessa modalidade de transação tem relação com o aumento do número de empresas presentes na bolsa de valores — que cresceu no país graças à baixa taxa básica de juros. Além de terem acesso a capital e investidores, essas companhias podem usar ações como moeda de troca, o que facilita as negociações.
Assim, considerando o cenário positivo para realização de fusões e aquisições, o grupo de empresas que teve o caixa positivo nos últimos tempos deve usar esses recursos para assediar os concorrentes nos próximos meses com ofertas agressivas de fusão ou aquisição, em busca de ganho de escala e de presença mais forte no digital.
Fonte: Revista PEGN; Canaltech